- 11:09
- 19/07
Dentro de Congonhas na hora do acidente
Eu e minha esposa aguardávamos o vôo da GOL que sairia para Vitória às 19h30 no portão 12, o mais distante do local do acidente.
De repente, um estrondo e logo em seguida, carros com sirene passando. Os alto-falantes, há pouco tão falantes, silenciaram.
Os funcionários das empresas movimentando-se rapidamente, alguns passando mal. As notícias chegaram rápido pelos celulares.
Daqui a pouco uma voz embargada, pedia aos clientes da Varig que pegassem as bagagens nas esteiras pois não haveria mais nenhuma decolagem.
Soubemos por telefone que o aeroporto estava isolado, só teria hospedagem e transporte para os passageiros em conexão.
A Gol foi chamando por vôo e remarcando as passagens. Procurávamos manter a calma junto com os outros, mas sempre tem aqueles que querem bater de frente com os funcionários, coitados tão frágeis quanto nós, outros fazem piadas, e ainda outros, principalmente as mulheres ficam com os nervos à flor da pele, quando caiu a energia queriam sair correndo, mas o gerador entrou de pronto.
Quando saímos da sala de desembarque já eram 23 h, o cheiro de querosene queimando entranhou nas nossas roupas, enquanto ficamos na sala do check-in e depois atravessando a rua no escuro rumo aos táxis do outro lado da rua, igual urubu na carniça.
Eu tinha a casa de uma irmã para ir, lá em Higienópolis, mas antes passamos ao lado do maçarico gigante que consumia vidas. Só pensava que eu podia ser uma delas. Estão brincando conosco, relaxar eu tentei, mas gozar é demais...
De repente, um estrondo e logo em seguida, carros com sirene passando. Os alto-falantes, há pouco tão falantes, silenciaram.
Os funcionários das empresas movimentando-se rapidamente, alguns passando mal. As notícias chegaram rápido pelos celulares.
Daqui a pouco uma voz embargada, pedia aos clientes da Varig que pegassem as bagagens nas esteiras pois não haveria mais nenhuma decolagem.
Soubemos por telefone que o aeroporto estava isolado, só teria hospedagem e transporte para os passageiros em conexão.
A Gol foi chamando por vôo e remarcando as passagens. Procurávamos manter a calma junto com os outros, mas sempre tem aqueles que querem bater de frente com os funcionários, coitados tão frágeis quanto nós, outros fazem piadas, e ainda outros, principalmente as mulheres ficam com os nervos à flor da pele, quando caiu a energia queriam sair correndo, mas o gerador entrou de pronto.
Quando saímos da sala de desembarque já eram 23 h, o cheiro de querosene queimando entranhou nas nossas roupas, enquanto ficamos na sala do check-in e depois atravessando a rua no escuro rumo aos táxis do outro lado da rua, igual urubu na carniça.
Eu tinha a casa de uma irmã para ir, lá em Higienópolis, mas antes passamos ao lado do maçarico gigante que consumia vidas. Só pensava que eu podia ser uma delas. Estão brincando conosco, relaxar eu tentei, mas gozar é demais...