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  • 14:54
  • 12/08

Acidente com césio 137 completará 20 anos

Um aparelho de Radioterapia contendo césio 137 estava abandonado no Instituto Goiano de Radioterapia, desativado há 2 anos. Em 13 de setembro de 1987, os catadores de sucata Roberto Alves e Wagner Mota, invadiram o prédio e levaram o aparelho que venderam a um dono de ferro-velho.

Após sua desmontagem, foi encontrado em seu interior uma cápsula que continha um pó branco, semelhante ao sal de cozinha, mas que, no escuro, adiquiria uma coloração azulada. O dono do ferro-velho, desconhecendo a origem do pó, ficou encantado com seu brilho e passou a distribuí-lo para amigos e parentes. Os primeiros sintomas de contaminação surgiram horas depois e muitas pessoas procuraram farmácias e hospitais. Somente no dia 29 de setembro, depois que a esposa do dono do ferro-velho levou partes do aparelho de Radiologia até a sede da Vigilância Sanitária, é que descobriu-se a contaminação.

Oficialmente, foram registradas 14 mortes, mas esses números são contestados pela Associação da Vítimas do acidente e pelo ministério Público de Goiás, que afirmam se tratar de 66 mortes. Entende-se, também, que o número de pessoas contaminadas é bem maior do que a Comissão Nacional de Energia Nuclear(CNEM)afirma.

20 anos se passaram e as vítimas do césio 137 ainda procuram ter seus direitos reconhecidos e vivem apreensivos pois não sabem quem "será o próximo".  Além de conviverem com o preconceito, essas pessoas, sofrem com doenças que podem ter sido provocadas pela contaminação.



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