- 15:52
- 05/09
Artista quer transformar condenado à morte em comida de peixe
O artista chileno radicado na Dinamarca Marco
Evaristti já deixou tudo combinado com o americano Gene
Hathorn, sentenciado a morte e preso desde 1983, quando foi condenado
por ter assassinado seu pai, sua madrasta e seu meio irmão. Evaristti
transformará o corpo de Gene em comida para peixes, para discutir a pena
capital.
Evaristti e o condenado vêm trocando correspondências há anos e a idéia para o trabalho veio dos relatos de Hathorn, considerado "lixo humano" durante seu julgamento. Como muitos presos doam seus corpos para pesquisas científicas, Evaristti pediu ao americano de 47 anos seu corpo para uma obra de arte e o condenado aceitou. O conceito explorado seria transformar o lixo em algo positivo. Já a idéia do uso dos peixes surgiu das críticas a uma obra anterior do artista, em que peixes vivos eram expostos dentro de liquidificadores e os visitantes podiam ligar os eletrodomésticos e triturar os bichinhos. Por isso, o chileno resolveu dar uma guinada e agora alimentar os animais no lugar de matá-los.
Hathorn ainda está esperando o resultado de uma apelação, custeada com a ajuda de diversos doadores, incluindo Evaristti, mas especialistas dizem que suas chances de escapar da pena capital são mínimas.
Se realmente conseguir usar o cadáver do detento para realizar a obra, Evaristti espera que os visitantes interajam com o trabalho. A idéia é de que os próprios espectadores alimentem os peixes com os restos de Hathorn.
Outras informações no blog Planeta Tosco
Leia mais sobre: pena de morte, exposição de arte
Evaristti e o condenado vêm trocando correspondências há anos e a idéia para o trabalho veio dos relatos de Hathorn, considerado "lixo humano" durante seu julgamento. Como muitos presos doam seus corpos para pesquisas científicas, Evaristti pediu ao americano de 47 anos seu corpo para uma obra de arte e o condenado aceitou. O conceito explorado seria transformar o lixo em algo positivo. Já a idéia do uso dos peixes surgiu das críticas a uma obra anterior do artista, em que peixes vivos eram expostos dentro de liquidificadores e os visitantes podiam ligar os eletrodomésticos e triturar os bichinhos. Por isso, o chileno resolveu dar uma guinada e agora alimentar os animais no lugar de matá-los.
Hathorn ainda está esperando o resultado de uma apelação, custeada com a ajuda de diversos doadores, incluindo Evaristti, mas especialistas dizem que suas chances de escapar da pena capital são mínimas.
Se realmente conseguir usar o cadáver do detento para realizar a obra, Evaristti espera que os visitantes interajam com o trabalho. A idéia é de que os próprios espectadores alimentem os peixes com os restos de Hathorn.
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