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  • 14:03
  • 21/04

Muro para conter o crescimento das favelas sobre áreas verdes causa polêmica no Rio de Janeiro

A construção de paredões em 13 favelas do Rio de Janeiro vem causando polêmica: moradores das comunidades e movimentos sociais acreditam que esta medida funciona como uma forma de segregação.

Na favela da Rocinha (foto), por exemplo, serão removidas 415 famílias para a construção de um muro com 3m de altura. Segundo a Emop (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio), 114 famílias serão transferidas para apartamentos construídos na própria comunidade e as outras 301 serão indenizadas.

A Associação de Moradores da Favela é contra o muro. O presidente da entidade, Antônio Ferreira de Melo acredita que a construção do paredão não é justificável, pois o crescimento da Rocinha é vertical e não há expansão para a mata.

O Governo do Estado anunciou licitações para obras em 11 favelas, a maioria delas localizada na zona sul da cidade, que concentra bairros de classe média e alta do Rio. O custo total deverá ser de aproximadamente 40 milhões de reais.

Segundo o governo, os cinturões, chamados de eco-limites, servem para proteção da mata atlântica. Em resposta as críticas feitas ao projeto, Sergio Cabral declarou em entrevista à revista Veja desta semana, que “falar mal do muro é demagogia barata”. Ainda segundo ele, “o muro é um instrumento de ordem e civilidade”.

A iniciativa de murar as favelas divide a opinião pública carioca. A Defensoria Pública do Estado informou que pode tomar medidas jurídicas contra a instalação.

Leia mais sobre: Muros em favelas


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